PRINCÍPIOS DA FÉ – Temas 2026
“Portanto, deixemos os ensinos elementares a respeito de Cristo e avancemos para a maturidade, sem lançar novamente o fundamento do arrependimento de atos que conduzem à morte, da fé em Deus”. (Hb 6:1)
A Bíblia contém princípios imutáveis porque esses princípios têm relação direta com o caráter do Deus imutável. Ela também apresenta fundamentos que formam a base do cristianismo. Fundamentos são a base, o alicerce da fé cristã; princípios são as diretrizes, os preceitos que formam a estrutura da vida cristã prática. Fundamentos são a base sobre a qual os princípios são construídos. Os princípios bíblicos não são humanos, mas preceitos de Deus, produzidos pela sabedoria do Espírito Santo.
Além dos princípios teológicos (criação, queda, arrependimento, salvação, batismo), vamos trabalhar ao longo do ano os princípios práticos da fé cristã, aplicados à vida diária da igreja e das famílias.
Temas do Ano
- Disciplina – Alinhados à Palavra (Hb 12:11)
- Intimidade com Deus – Permanecer nele (Tg 4:8)
- Visão espiritual – Ver além (2Co 4:18)
- Obediência – Ouvir e fazer (Tg 1:22)
- Paciência – Esperar e crer (Tg 5:7)
- Perseverança – Não desistir (Hb 12:1)
- Serviço – Chamados para servir (1Pe 4:10)
- Caráter – Sal da terra (Mt 5:16)
- Semeadura e colheita – Frutificando na fé (Os 10:12)
- Doutrina – Vida cristã saudável (At 2:42)
- Palavra – Firmes na Palavra (2Tm 3:16)
- Esperança – Coração em paz (Rm 15:13)
Disciplina – Alinhados à Palavra
Vivemos um tempo de falta de disciplina na sociedade, na família e na igreja, e isso gera desordem e tolerância ao pecado. Disciplina cristã não é legalismo nem autopunição, mas um conjunto de práticas que ordenam a vida em santidade e comunhão com Deus e com o próximo. A vida cristã é uma vida de disciplinas espirituais, interiores (meditação da Palavra, oração, jejum) e exteriores (confissão, submissão, adoração, serviço).
As disciplinas espirituais nos livram dos maus hábitos que se transformam em estilo de vida, abrem espaço para o agir de Deus em nós e abrem portas para a graça. Deus trabalha em nós através da Palavra, por isso a primeira disciplina é pessoal: oração e Palavra. A disciplina alcança também a família (filhos aprendem com nosso exemplo), a mente (derrubando fortalezas de pensamentos) e as finanças (generosidade, fidelidade, sobriedade nos gastos). Falta de disciplina produz confusão, pobreza, contenda e fracasso; a disciplina é força para viver as bênçãos de Deus.
Intimidade com Deus – Permanecer Nele
Intimidade com Deus é relacionamento profundo, aprender a viver e andar na Sua presença, mais do que apenas frequentar a igreja. É vida de devoção, obediência, paz e renovação constante. Praticamos essa intimidade orando, estudando a Palavra, adorando e obedecendo. Quem ouve a voz de Deus é quem o conhece, o busca e o obedece.
A intimidade é obra do Espírito Santo em nós, que nos conduz à comunhão diária com Deus. Na Bíblia vemos homens que andaram com Deus (Enoque, Moisés, Davi). Jesus era seguido por multidões interessadas em milagres, por religiosos críticos, por seguidores ocasionais e por discípulos íntimos, que viviam com Ele. O Senhor nos chama ao “monte” da intimidade: tempo de oração, lugar onde Deus fala, ensina e revela Seus planos. Sem oração, perdemos a paixão pelo sagrado, o culto se torna pesado, e a espiritualidade se esfria. Deus não tem favoritos, Ele tem íntimos. Obstáculos à intimidade incluem pecado não confessado, coração dividido, distrações, orgulho, legalismo e falta de perdão.
Visão Espiritual – Ver Além
Visão espiritual é a capacidade de ver e discernir realidades espirituais, aquilo que os olhos físicos não alcançam. É percepção dada pelo Espírito Santo para entender o propósito de Deus, a verdade e o Seu agir. Precisamos conhecer a vontade de Deus, discernir o caminho certo, viver pela fé, ver além das circunstâncias e evitar enganos. Como Eliseu e Geazi, muitos só veem o problema e não a provisão; quando Deus abre nossos olhos, percebemos que não estamos sozinhos nas batalhas.
Isaías, ao “ver o Senhor”, primeiro enxergou seu próprio pecado, mostrando que visão espiritual verdadeira começa com arrependimento. Em João 9, Jesus cura o cego de nascença e revela a cegueira espiritual da humanidade sem Cristo. Obediência à Palavra abre visão; desobediência aprofunda as trevas. Devemos orar para que se abram os olhos do coração, cultivando uma vida de sonhos, visões e “céus abertos”, sem deixar que erros e exageros matem o mover profético. Pecado, orgulho, apego ao material e falsos ensinos cegam o coração.
Obediência – Ouvir e Fazer
Obediência é resposta amorosa e sincera à vontade de Deus, confiança absoluta e fidelidade em amor e fé. Não é opção para o cristão. Vivemos em uma cultura que relativiza a desobediência, mas, biblicamente, o homem sempre está sujeito a alguém: quem não está com Cristo, está contra Ele. A autoridade de Deus é boa; a de Satanás escraviza.
Abraão é modelo de obediência: saiu sem saber para onde ia e chegou a oferecer Isaque, confiando plenamente em Deus. Pedro e os apóstolos afirmam que é preciso obedecer a Deus antes que aos homens quando há conflito de autoridade. Ao mesmo tempo, a Bíblia manda obedecer autoridades humanas. O trono de Deus está estabelecido sobre autoridade, e obediência é princípio inegociável. Obediência traz enchimento do Espírito, libertação do pecado, vitória sobre o inimigo, bom testemunho e bênção sobre as gerações; orgulho, desejo de aprovação humana e ignorância da Palavra são grandes obstáculos.
Paciência e Perseverança – Esperar sem Desistir
Paciência, fruto do Espírito, é confiança permanente em Deus, enfrentando provações com mansidão e amor. Jó, Abraão e Sara, José e, acima de todos, Jesus, são exemplos de paciência e confiança em meio ao sofrimento e à injustiça. Paciência bíblica (makrothumia) é grandeza de coração, base do perdão, da humildade, da comunhão e da sabedoria. A paciência de Deus é a esperança do pecador, chamando ao arrependimento.
Perseverança é permanecer firme na fé, confiando na graça de Deus em meio às provações e aguardando o cumprimento das promessas. Abraão perseverou por décadas; a igreja primitiva perseverava na doutrina, comunhão, oração e missão mesmo sob perseguição. Perseverar exige esforço constante, foco em Cristo e decisão de não viver presa ao passado, mas prosseguir para o alvo. Desânimo, perseguições, perda do primeiro amor, pecado não confessado e falta de visão minam a perseverança, por isso precisamos cultivar comunhão, oração e serviço.
Serviço – Chamados para Servir
No Reino, servir é grandeza. Jesus é nosso maior exemplo: “o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir”. Ele lavou os pés dos discípulos, assumindo o lugar do menor servo, e nos chamou a fazer o mesmo: pegar a toalha e servir sem buscar reconhecimento. Serviço cristão é marca do discípulo maduro e cheio do Espírito Santo.
Todos servimos a alguém; escolher seguir Jesus implica servi-lo. Muitos são chamados, poucos respondem como servos. Um simples copo de água dado em nome de Jesus tem valor eterno. Servir transforma vidas, abençoa a igreja, alcança crianças, visitantes, necessitados. Servir exige sacrifício: tempo, recursos, dons, habilidades. No Reino, quem serve não perde, sempre ganha; Deus é quem promove. Jesus quer nos encontrar servindo quando voltar. Motivações erradas, falta de espiritualidade, pecados não tratados e indisciplina são obstáculos ao serviço.
Caráter – Sal da Terra
Caráter é o conjunto de virtudes, decisões e atitudes que definem uma pessoa. A Bíblia fala de coração, integridade, virtude, imagem, bem-aventurança e humildade para expressar esse conceito. Deus valoriza mais o caráter do que o talento: “Talento é um dom, mas caráter é uma escolha”. Talento pode levar alguém para cima, mas sem caráter essa pessoa cai.
Caráter é diferente de reputação: reputação é o que os outros pensam, caráter é o que somos diante de Deus. As bem-aventuranças descrevem o caráter do discípulo de Cristo, chamado a ser sal da terra e luz do mundo. Mesmo sendo minoria em um mundo violento e corrompido, cristãos com caráter firme e valores inegociáveis exercem influência transformadora. Orgulho, carnalidade, impureza, ganância e desejo de agradar o mundo corrompem o caráter cristão.
Semeadura e Colheita – Frutificando na Fé
Semeadura e colheita é um princípio bíblico que não podemos abandonar por causa de abusos. Colhemos do mesmo tipo que plantamos; entre semear e colher há tempo, cuidado e estações, e é Deus quem dá o crescimento. Não barganhamos com Deus; tudo é pela graça, e a motivação ao dar deve ser alegria, gratidão, fé e obediência.
O Antigo Testamento mostra que “o primeiro é de Deus”; no Novo Testamento, o princípio é: o que o homem semear, isso também colherá. Toda ação tem consequência: pensamentos, palavras, atitudes e escolhas são sementes. Palavras podem gerar edificação ou prisões; semear na carne produz corrupção, semear pelo Espírito gera fruto espiritual. Não devemos nos cansar de fazer o bem; no tempo certo, colheremos. Dureza de coração, ansiedade, amor ao dinheiro, falta de generosidade e resistência à obediência são barreiras nesse processo.
Doutrina – Vida Cristã Saudável
Doutrina (didaché) é o conjunto de ensinos e verdades que formam o que cremos e como vivemos. A doutrina bíblica é centrada em Cristo e entregue pelos apóstolos. Em um tempo de perda de integridade doutrinal, cada crente precisa assumir a responsabilidade de conhecer e guardar a verdade do Evangelho.
A doutrina da salvação é central: somos pecadores, separados de Deus, e a cruz é o centro da fé cristã, onde Jesus perdoa pecados, derrota o mal e reconcilia o mundo com Deus. A “palavra da cruz” é loucura para o mundo, mas poder de Deus para os salvos. A doutrina do Espírito Santo mostra que Ele é Deus, agente da santificação, aquele que distribui dons e produz fruto. Precisamos de uma igreja cheia do Espírito, que busque dons sem desprezar o fruto. As “últimas coisas” (segunda vinda de Cristo, esperança eterna) também são parte essencial da doutrina, chamando a igreja à vigilância e à esperança. Relativismo, secularismo, incredulidade e falta de discipulado ameaçam a saúde doutrinária.
Palavra – Firmes na Palavra
“Logos” é a Palavra divina, ensinada e proclamada; “rema” é a Palavra específica, aplicada e profética. Jesus pregava o logos, o semeador semeia o logos, Paulo anunciava o logos. A Escritura escrita (graphe) é Palavra de Deus, inspirada, eterna, verdadeira e com autoridade absoluta. O que está escrito, está por um propósito.
A Palavra julga, purifica, gera fé, é instrumento do novo nascimento, alimenta o espírito e traz sabedoria. Devemos ouvi-la, permanecer nela, guardá-la, testemunhá-la, anunciá-la, ensinar e praticar. Ela é alimento como o maná, é espada, é espelho que revela o interior, é juiz diante de quem seremos avaliados. Santidade não é possível sem a Palavra, que limpa, transforma a mente e forma o caráter de Cristo em nós. Coração endurecido, superficialidade, preocupações, incredulidade, pecado não confessado e falsos ensinos impedem a Palavra de frutificar.
Esperança – Coração em Paz
Deus é o Deus da esperança, que nos enche de alegria e paz para transbordarmos de esperança pelo Espírito Santo. Esperança cristã não é otimismo vazio, mas certeza de que Deus governa a história e cumpre Suas promessas. Sem Cristo, não há esperança verdadeira; com Cristo, até a morte é enfrentada com serenidade.
A esperança cristã inclui a ressurreição dos mortos, a vida eterna (como qualidade de vida em Deus já agora) e a segunda vinda de Cristo. As Escrituras alimentam nossa esperança, consolam em meio às lutas e nos lembram de que nossa vida não é vã. Esperança e perseverança caminham juntas: não podemos perder a esperança, pois, quando ela se vai, perdem-se os sonhos, a motivação e a fé contra o impossível.
Jeremias, em Lamentações 3, nos ensina a “trazer à memória o que pode dar esperança”: as misericórdias do Senhor, Sua fidelidade, o propósito de Deus no sofrimento, a certeza de que o tratamento divino tem limite e que Deus não tem prazer em nosso sofrimento. O autoexame leva ao arrependimento e à cura. Visão distorcida de Deus, foco apenas nas circunstâncias, culpa, isolamento, falsas esperanças e depressão são obstáculos à esperança, mas o Deus da esperança continua nos chamando a confiar e voltar para Ele.
“Portanto, deixemos os ensinos elementares a respeito de Cristo e avancemos para a maturidade, sem lançar novamente o fundamento do arrependimento de atos que conduzem à morte, da fé em Deus”. Hb 6:1
A Bíblia contém princípios imutáveis porque esses princípios têm uma relação direta com o caráter do Deus imutável. A Bíblia contém também fundamentos que formam a base do cristianismo.
A diferença entre fundamento e princípio está precisamente na relação entre algo que não muda e algo que vai sendo estabelecido.
Fundamentos – Base (base da fé cristã), alicerce que define a estrutura de algo.
Princípios – Diretrizes, preceitos que formam a estrutura em si. Conjuntos de normas ou comportamentos.
Fundamentos são a base sobre a qual os princípios são construídos. Os princípios bíblicos não são humanos, são preceitos de Deus. Não são produzidos pela capacidade humana, mas pela sabedoria de Deus através do Espírito Santo.
Existem os princípios teológicos como: criação, queda, arrependimento, salvação, batismo e outros, e os princípios práticos da fé cristã sobre os quais vamos trabalhar esse ano.
Temas Gerais
- Disciplina – Alinhados à Palavra (Hb 12:11)
- Intimidade com Deus – Permanecer Nele (Tg 4:8)
- Visão espiritual – Ver Além (2Co 4:18)
- Obediência – Ouvir e Fazer (Tg 1:22)
- Paciência – Esperar e Crer (Tg 5:7)
- Perseverança – Não Desistir (Hb 12:1)
- Serviço – Chamados para Servir (1Pd 4:10)
- Caráter – Sal da Terra (Mt 5:16)
- Semeadura e Colheita – Frutificando na Fé (Os 10:12)
- Doutrina – Vida Cristã Saudável (At 2:42)
- Palavra – Firmes na Palavra (2Tm 3:16)
- Esperança – Coração em Paz (Rm 15:13)
Temas do Ano 2026 – Princípios da Fé
Janeiro – Disciplina
Alinhados à Palavra
“Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados”. Hb 12:11
Podemos concordar que vivemos em um tempo onde há falta de disciplina na sociedade, na família e na igreja tem sido a causa de muita desordem. Nesses tempos de corações endurecidos e apóstatas, é necessário que a igreja seja chamada de volta a disciplina cristã.
A tolerância ao pecado, compromete demais o caráter da igreja hoje diante da sociedade. Vamos falar da disciplina como ações que ordenam a vida, a disciplina cristã que é formativa, a disciplina como correção é punitiva, o que também falta muito hoje, quando somos chamados a tratar as falhas e os pecados quando ocorrem.
Disciplina na igreja
“A disciplina na igreja é um dos principais meios que Deus usa para corrigir e restaurar seus filhos, quando caem em pecado. É também um modo pelo qual ele mantém a unidade, pureza, integridade e boa reputação da igreja. Através da instrução, admoestação, conselho e repreensão, tanto em publico como em particular e, em alguns casos, até por meio de exclusão social ou remoção da membresia, quando se tem essas regras. Deus corrige seus filhos desobedientes ou, então remove da igreja aqueles que não são realmente seus. O próprio senhor Jesus declarou ser a igreja instrumento que o céu emprega para executar essa difícil, porém, necessária, função”. (Mt18:18-20) Jim Elliff e Daryl Wingerd, A disciplina na Igreja, Ed Fiel.
Embora essa disciplina precise também ser estuda pela liderança da igreja, não vamos tratar dessa disciplina punitiva, vamos tratar da disciplina como ações que ordenam a vida.
O que é disciplina?
Disciplina cristã não é legalismo, nem autopunição, mas é um conjunto de práticas que ordenam a vida para um caminhar em santidade e em comunhão com Deus e com o próximo. Não duvidemos que esse é um tema muito importante para as famílias e para a igreja.
Disciplinas espirituais
A vida cristã é uma vida de disciplinas, o grande mal da religião hoje é a superficialidade. A necessidade da urgência torna a vida superficial.
Infelizmente alguns creem que as disciplinas cristãs são para os outros, para pastores e líderes que precisam delas para fazer seu trabalho ministerial.
As disciplinas da vida espiritual são para todos os que querem seguir a Cristo. Elas devem estar no nosso dia a dia, elas devem orientar nossas ações, nossos relacionamentos sociais e familiares.
Devemos ter disciplinas espirituais por amor a Cristo e para sermos como ele, o Apóstolo Paulo diz que a vida Cristã é como uma corrida e, ninguém pode ganhar o prêmio desta corrida, se não correr corretamente.
Para ser um atleta, não basta sair correndo, saltar 6 metros, correr 20 km, nadar 100 metros em 10 segundos e já. Se você quer ser um atleta, deve desenvolver um tipo de vida que o prepare para ser um atleta, terá que viver certas disciplinas para chegar a tanto. Para um atleta suas horas de disciplina são mais importantes que a própria competição em si.
Há disciplinas interiores e exteriores, todas elas são importantes para nosso bem-estar e nosso caminhar com Deus. Há disciplinas que regem as nossas vidas em tudo, mas estamos falando sobre disciplinas espirituais.
Disciplinas Interiores
- Meditação da palavra
- Oração
- Jejum
Disciplinas exteriores
- Confissão
- Submissão
- Adoração
- Serviço
As disciplinas espirituais nos livram das coisas fúteis e inúteis
Quando os maus hábitos impregnam nossas vidas, somente hábitos saudáveis podem eliminá-los. Precisamos tratar com os maus hábitos, senão eles se tornam um caráter. Um estilo de vida.
As disciplinas espirituais trazem o agir de Deus em nós
Confiamos demais na nossa força de vontade e capacidade, dizemos: eu vou mudar, eu vou abandonar, seja qual for esse mau hábito, ira, amargura, sexual, álcool, drogas, medo, murmuração e outros. Podemos fazer muitas coisas para tentar mudar, mas purificar nosso coração é uma obra do Espírito Santo em nós.
As disciplinas espirituais abrem as portas da Graça
Disciplinas e não leis, não são regras, mas princípios. As disciplinas não são leis exteriores que devemos praticar e obrigar outros praticarem. Isso é o que faziam os Fariseus, transformavam as disciplinas em leis exteriores a ponto de manipular as pessoas e exercer um controle pelo medo e ameaça, isso é tão antigo quanto imaginamos. (Mt23:4)
Devemos ensinar ao povo disciplinas que vão trazer as promessas e as bençãos de Deus sobre as suas vidas:
Uma disciplina pessoal
Tudo o que Deus quer fazer em mim, o fará através da sua palavra, por isso tenho que fazer o possível para que ela tenha acesso fácil a minha vida. A primeira disciplina que necessito ter é comigo mesmo: Oração e palavra.
- O poder de Deus é liberado em proporção a nossa disciplina – Atos 6: 4 7
- A Disciplina gera obediência (caminham juntas)
- O Sacrifício não substitui a disciplina e a obediência (fazer muitas coisas para Deus)
A falta de disciplina traz:
- Depressão
- Confusão
- Pobreza
- Contenda
- Enfermidade
- Fracasso
A disciplina é a força que necessito para viver as bênçãos de Deus, força para a prosperidade, porque me ajuda a manter em ordem minhas finanças. Força para a saúde, porque me ajude a ter hábitos saudáveis e força para a autoridade, ninguém confia no indisciplinado. A disciplina sempre me ajudará nos momentos de confrontações.
Uma disciplina familiar
O ministério de Deus é para a família, Deus sempre chamou e separou famílias para servi- lo, nunca deixou alguém de fora. Quando Deus separou a família de Abraão para formar um povo para si, começou estabelecendo para Abraão uma disciplina familiar. (Gênesis 18:19)
Nossos filhos e nossos discípulos aprendem com a nossa disciplina, muitas vezes, nossa disciplina ministra muito mais do que nossas palavras.
Uma disciplina mental
Muitos pensamentos são como fortalezas que atrapalham demais o desenvolvimento do nosso ministério, Satanás tenta estabelecer “fortalezas” em nossa mente, mediante uma estratégia cuidadosa e engano astuto. Uma fortaleza é uma área na qual somos mantidos escravizados (em prisão) em decorrência de certa forma de pensar.
O profeta Jeremias no meio de pensamentos de aflições, sofrimentos e humilhações, preso e castigado por causa da sua mensagem, parece fortalecer-se pensando, meditando, se esforçando para que a sua mente se recorde de algumas coisas importantes, coisas que podem encher seu coração de esperança (Lm 3:21-25):
Pensando no que me pode dar esperança:
- O grande amor do Senhor
- As grandes misericórdias do Senhor
- A sua fidelidade
- A Bondade do Senhor
Uma disciplina financeira
Nos dias de hoje é muito importante ensinar o povo a ter uma disciplina financeira, cuidar com os gastos, e com a ostentação. Como cristãos devemos ter compromissos financeiros com Deus. Ter princípios de generosidade e obediência no dar, ser fiel e persistente com os dízimos e as ofertas. (Pv21:20; Lc14:28; 1Co16:2)
Obstáculos a disciplina
- Falta de propósito
- Perfeccionismo
- Desanimo
- Muitas atividades
- Falta de prioridades
- Distrações
Passagens relacionadas: Dt8:5; Sl1:1-3; Sl94:12 (disciplina de Deus); Pv3:11,12; Pv12:1; Pv25:28; Pv29:17; 1Co9:24-27; 2Tm1:7; 2Pd1:5-7; Ap3:19.
Fevereiro – Intimidade com Deus
Permanecer nele
“Aproximem-se de Deus, e ele se aproximará de vocês! Pecadores, limpem as mãos, e vocês, que têm a mente dividida, purifiquem o coração”. Tg 4:8
A intimidade com Deus é o relacionamento profundo com o Senhor, é aprender a viver e andar na sua presença. Uma conexão profunda e pessoal com o Senhor, uma vida de devoção e obediência, que resulta em paz, renovação constante e decisões sábias.
Ter intimidade com Deus e conhecê-lo pessoalmente, experimentar sua presença e compreender o seu caráter, é mais do que apenas ir a igreja e fazer algumas coisas espirituais, é um cultivar da sua presença.
Praticando a intimidade com Deus
- Orar
- Estudar a Palavra
- Adorar
- Obedecer
Ouvindo a voz de Deus
Quem realmente pode ouvir a voz de Deus?
- Quem o conhece (Jo10:14)
- Quem o busca (Is55:3)
- Quem obedece (Jr6:10)
A intimidade com Deus e o Espírito Santo
A intimidade com Deus é obra do Espírito Santo em nós. É o Espírito quem nos conduz a uma comunhão diária com Deus. Jesus disse que o Espírito Santo estaria conosco todos os dias e para sempre (Jo14:16).
Exemplos Bíblicos de homens que andaram em intimidade com Deus
- Enoque (Gn5:24)
- Moisés (Ex33:11)
- Davi (Sl27)
Certamente vamos encontrar muitos outros homens na Bíblia que andaram em intimidade com Deus e podemos aprender com suas experiencias também.
Eu creio que nós precisamos enfatizar mais esse princípio da intimidade com Deus, levantar um povo que crê, aqueles que exalam o bom perfume de Cristo onde vão e que os sinais poderosos do Reino os acompanha.
Quando Jesus caminhava na terra, havia muitos que o seguiram, muitos de longe, poucos de perto e mui poucos em intimidade.
Multidão – Sempre Jesus estava rodeado de uma grande multidão, mas o interesse maior era o que eles poderiam receber dele, os pães os peixes, as curas e os milagres, mas cada um voltava para casa e seguiam as suas vidas.
Religiosos – Sempre havia um religioso perto de Jesus, na maioria das vezes era para criticar, para encontrar algum erro para acusá-lo. Infelizmente ainda hoje há pessoas nas igrejas que estão sempre criticando o que se faz. Pessoas escondidas por detrás das máscaras da piedade.
Seguidores – Jesus tinha muitos seguidores e alguns se tornaram seus discípulos. Jesus teve muito mais do que apenas 12 discípulos, mas a maioria deles desapareceu quando Jesus foi crucificado.
Os discípulos – Eram aqueles que viveram em intimidade com Cristo, andavam com ele, comiam com ele. Havia ainda aqueles poucos que eram ainda mais íntimos, queriam estar mais perto do Senhor.
A presença de Deus pode fazer muita coisa, muitas vezes o melhor a se fazer é deixar de tentar projetos e estratégias e simplesmente levar o povo a buscar e a desejar a presença de Deus, e de repente tudo pode mudar, tudo vai mudar. Um simples momento de oração e de adoração genuína e espontânea pode mudar muitas coisas.
A intimidade do monte
Lc9:29-36 – Os discípulos andavam com Jesus, mas não conheciam a intimidade do Pai. Jesus subiu ao monte para orar, isso quer dizer que a oração é o principal aspecto da intimidade com Deus. Não há intimidade com Deus sem oração. O Senhor quer ter essa intimidade conosco e nos mostra isso quando nos ensina a orar, ela manda fechar a porta do quarto, ficarmos sozinhos em secreto com o pai. Isso é intimidade.
Ele levou alguns íntimos, as manifestações mais gloriosas de Deus são para os íntimos, Deus não tem favoritos, ele tem íntimos.
Esses tempos de intimidade com Deus sempre eram no monte. Na Palavra de Deus todos os acidentes geográficos possuem significado espiritual e tipológico. Você já parou para observar que a maior parte dos grandes eventos bíblicos aconteceram em montes? Assim o monte estabelece um significado espiritual. O monte é o lugar onde Deus fala, é onde conhecemos os planos de Deus e os seus caminhos.
Os dez mandamentos foram entregues em um monte, e as bem-aventuranças também. O monte estabelece um significado espiritual, monte é um lugar de intimidade, de preparação de aprendizado, conhecemos a Deus e seus planos. (Is 2: 2,3)
Um lugar onde ele nos ensina. (Sl121: 1,2)
O problema é que muitos podem estar na igreja, fazendo muitas coisas, participando de muitas coisas e não estar no monte da intimidade com Deus.
Expectantes e não participantes
O primeiro sintoma da falta de intimidade com Deus é a falta de oração, desculpa se decepciono com essa afirmação, poderia dar-lhes um segredo mais espetacular, mas não há. Sem essa intimidade perdemos a paixão pelo sagrado, vamos a igreja com um coração gelado, não há alegria na presença de Deus, e o culto é pesado, tedioso e cansativo.
Onde não há intimidade, não há espiritualidade, e é a espiritualidade que nos protege das quedas, das tentações no mundo hoje. Não é mais só o título de crente que nos torna diferentes, mas é a espiritualidade cultivada na intimidade com Deus.
A gente vê quem tem intimidade com Deus e quem não. O mundo está cansado de crentes normais, esses já não fazem a diferença.
A intimidade conhece a missão de Cristo e a nossa missão
O que acontece antes, e o que acontece depois deste evento da transfiguração é muito importante. (Lc9:18-20)
Aqueles que são íntimos do Senhor, são levados para conhecer a missão de Cristo, quem ele é, e levados a conhecer sua própria missão. Se deixarmos de ser apenas expectadores para sermos participantes da sua presença ele vai vir sobre nós trazendo tudo o que há no céu para nós.
O mundo não ama a Cristo, o mundo coloca o Senhor no mesmo nível dos seus deuses, usa cruz, adesivos e até cantam, mas não o conhecem. Jesus leva ao monte seus íntimos, esses três representam os escolhidos, muitos são chamados, poucos os escolhidos, esses são os que tem intimidade com Deus.
“Bom estarmos aqui”
Eles queriam a espiritualidade, a intimidade do êxtase, não da fé. Nos montes na Bíblia ocorreram as grandes visões:
- Monte Horebe (a sarça ardia; com Moisés, trovões e relâmpagos)
- Monte Carmelo (Elias e o fogo que caiu do céu)
Mas nos vales ocorreram as guerras, as conquistas, os milagres. Eles queriam ficar ali, mas no vale é onde a intimidade com Deus é exercida, praticada. Jesus enfrentou Satanás no deserto, não no monte.
É muito bom ficar no monte, um bom louvor, uma boa palavra, convivência com pessoas agradáveis, que gostamos, coiguais, é o que todos buscam, é a espiritualidade do conforto pessoal e do comodismo, é melhor estar no templo.
Eles tiveram que descer do monte e tiveram que enfrentar a realidade do vale, é ali que estão as necessidades, tiveram que enfrentar o inimigo. No vale está o teu chamado, o mundo, aí estão os miseráveis, a gente sem esperança, em pobreza moral e social.
Temos que voltar a encontrar prazer na comunhão, na intimidade com Deus.
O irmão do filho pródigo, ele era filho, estava na casa do Pai, tinha todos os direitos como filho, mas não usufruía da bondade e dos bens e da provisão do seu pai.
Hoje há um chamado de Deus para monte, para a intimidade, o Senhor quer nos atrair para esse lugar de comunhão com ele, conhecer seus mistérios, sua vontade.
Obstáculos à intimidade com Deus
- Pecado não confessado
- Coração dividido
- Distrações e falta de disciplinas espirituais
- Emocionalismo
- Orgulho
- Legalismo
- Amizades impróprias
- Falta de oração
- Inconstância na igreja
- Amargura
- Falta de perdão
Passagens relacionadas: Sl24:3,4; Sl27:4; Sl42:1,2; Sl63:1-3; Sl91:1; Mt11:28; Jo14:21; Jo15:4,5; Rm8:15; Hb10:19-22; Tg4:8.
Março – Visão Espiritual
Ver além
“Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno”. 2Co4:18
Visão espiritual é a capacidade de ver e discernir realidades espirituais — aquilo que os olhos físicos não alcançam.
É uma percepção dada por Deus, iluminada pelo Espírito Santo, que permite entender o propósito divino, a verdade e o agir de Deus. Uma capacidade de ver com os olhos do Espírito.
“Olhos do coração” falam da percepção interior, da fé que vê além da aparência.
Por que ter visão espiritual?
- Conhecer a vontade de Deus
- Discernir o caminho certo
- Viver pela fé, não por vista
- Ver além das circunstâncias
- Ser guiado pelo Espírito
- Andar segundo a verdade espiritual
- Discernir o bem e o mal; evitar enganos e falsos caminhos
Andar com Deus, ter intimidade com Deus deve dar-nos uma visão além do natural, podemos pedir ao Senhor: “Abre os nossos olhos para ver além das circunstâncias”.
Eliseu e Geazi e a visão espiritual
2Rs6:8-23 – Geazi não era cego fisicamente, ele podia enxergar, no entanto não tinha nenhuma percepção espiritual. Ele só conseguia enxergar o problema, soldados, cavalos e carruagens do inimigo, não conseguia enxergar a solução. O que os nossos olhos naturais podem ver, pode ser assustador, só enxergamos a doença, a necessidade, a fraqueza. Mas quando conseguimos enxergar além, podemos enxergar a paz e a segurança da presença do Senhor e de seus anjos celestiais. Podemos estar cercados por problemas, inimigos e muitas ameaças, a presença do inimigo não representa ausência de Deus, precisamos de revelação.
Muitos estão assim hoje: Veem o problema, mas não enxergam a promessa, veem a necessidade, mas não enxergam a provisão. Eliseu orou e os olhos de Geazi se abriram. Ter os olhos espirituais abertos nos dá a percepção de que não estamos sozinhos nas batalhas. O medo é muitas vezes resultado da cegueira espiritual.
“Ai de mim” – Isaías 6
Não podemos precisar quantas vezes Isaias esteve no templo sem ver nada, o que sim podemos dizer que naquele momento ele declara “Eu vi o Senhor”. Não há dúvidas que aquela visão tenha provocado mudanças em Isaias.
No Capítulo 5 nós encontramos os “aís” (V8), eram pronunciamentos proféticos contra um povo rebelde, materialista, desobediente, que chamavam o mal de bem e o bem de mal, eram sábios aos seus próprios olhos.
Quando Isaias vê o Senhor ele reconheço, ele enxerga seus pecados e os pecados do povo. Não há visão espiritual se não conseguimos enxergar nossos próprios erros e pecados primeiro, antes de enxergar os pecados dos demais. Como disse Jesus, temos uma trave nos olhos e estamos vendo o cisco nos olhos do irmão.
Curando a cegueira espiritual – João 9
Jesus cura um cego de nascença. Um homem que nunca enxergou, exatamente como se encontra a humanidade sem Cristo.
Quantos estão mergulhados em trevas de pecado, na escuridão da ignorância e sem Deus. Não há discernimento nem compreensão das coisas de Deus, os homens não conseguem perceber seus próprios pecados.
Esse relato de Jesus no Evangelho de João, demonstra a verdadeira cegueira que acontece com a humanidade, a cegueira espiritual.
(V5) Jesus é a luz da vida, cegueira é ausência de luz. Aquele homem foi curado pelo barro misturado com saliva que saiu da boca do Senhor. O que procede da boca de Deus é a palavra que cura, a palavra que é espírito e vida (Mt4:4).
Obediência
Havia algo que o cego tinha de fazer, ele deveria obedecer à direção do Senhor. Se ele não obedecesse não poderia voltar a ver.
É interessante observar que se ele não obedecesse, além de continuar cego ficaria um cego pior do que antes, porque agora havia algo nos seus olhos incomodando. Sempre que deixamos de obedecer, a nossa situação torna-se pior do que antes.
Mas Jesus é tão bom que não deixou alternativa ao cego senão obedecer. Você consegue imaginar o desconforto dele com a terra nos olhos? Ou ele lavava por fé e obediência ou para se livrar do desconforto mesmo. Mas de qualquer forma ele receberia o que Jesus o queria dar.
Nesse sentido podemos dizer também que Siloé é a própria Igreja. Jesus quer trazer muitas pessoas para serem livradas de algum desconforto. Pode ser a aflição, a insônia, a doença, o vício ou por causa de qualquer outro tipo de lodo. Aqui podem ser lavadas e curadas.
Hoje quando nos convertemos o Senhor também nos manda nos lavar. Esse lavar é o batismo onde abandonamos o velho homem com todas as suas práticas. O batismo hoje é o tanque de Siloé para aquele que estava cego e agora está vendo.
Orando por visão
Ef1:17-21 – Temos olhos físicos com os quais vemos o mundo físico, mas devemos orar para que se abram os olhos do nosso coração, para enxergarmos ou percebermos as verdades ou as realidades espirituais.
Como já vimos o profeta Elias orou por seu discípulo pedindo que seus olhos se abrissem para enxergar outra realidade.
A visão espiritual está por toda a Bíblia, o profeta Joel profetiza tempos em que os nossos filhos profetizarão, os velhos terão sonhos e os jovens terão visão, creio que viveremos isso ainda em nossa geração, não que não tenha acontecido antes, mas voltaremos a ver nesse tempo.
Homens de Deus na Bíblia, caminharam movidos por uma visão:
- Eliseu – 2Rs2:9-12
- Jacó – Gn28:12-15
- Daniel – Dn7:1-4
Devemos ensinar o povo a ter a consagração e o anseio de serem cheios do Espírito Santo e ter sonhos e visões nestes últimos dias.
O Apóstolo Paulo teve visões e caminhou al alguns momentos, fortalecido por essas visões (At16:9,10; At18:9-11).
Céus abertos
Ez1:1 – Essa é uma expressão conhecida nossa, sempre usamos quando percebemos que estamos vendo um momento sobrenatural. Mas podemos dizer que “céus abertos” é um momento poderoso de visões divinas.
Vamos voltar a viver essa renovação profética que abrirá os céus sobre nós, e teremos sonhos e visões divinas. Essa restauração profética não pode se extinguir, ela tem que crescer e avançar.
Temos exemplos bíblicos:
- Ezequiel – Ez1:1-4
- Jesus – Mt3:16,17
- Estevão – At7:55,56
- João – Ap4:1
Devemos orar para que o Senhor crie um anseio profundo em nós pela sua glória, céus abertos sobre nós, nossa família e a igreja. Creio profundamente que veremos isso ainda em nosso tempo em nossa geração.
Não vamos perder outra vez um mover profético por causa dos erros, exageros e abusos, eles realmente existem e infelizmente fecham as portas ao Espírito em muitos lugares.
Obstáculos à visão espiritual
- Pecado e desobediência – cegam o coração. (Is 59:2)
- Orgulho espiritual – impede a revelação. (Mt 23:16-17)
- Falta de comunhão com Deus – apaga o discernimento.
- Apego ao visível e material – obscurece o espiritual. (2 Co 4:18)
- Ensinos Falsos (2Co11:34)
Passagens relacionadas: 2Rs6:17; Sl19:8; Sl36:9; Sl119:18; Is29:18; Mt5:8; Mt13:13-16; Lc24:31,32; Jo1:9,18; Ef1:17,18; Ap3:17,18.
Abril – Obediência
Ouvir e fazer
“Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando-se a si mesmos”. Tg1:22
Obediência é a resposta amorosa e sincera do ser humano a vontade de Deus. Não é uma obediência religiosa ou emocional, mas é confiança absoluta, é fidelidade expressa em amor e fé.
Ação de obedecer, costume de obedecer, submissão de uma coisa à outra, sujeitar-se à vontade alheia e executá-la, estar sujeito a uma força. Olhando assim, não parece nada confortável ou aceitável, inclusive parece injusto e nos dias de hoje parece fraqueza, mas obedecer pode significar consentir com o que não se crê justo ou razoável.
Sinônimos: Acatar, subordinar-se, ceder, transigir, submeter-se, observar, aderir.
Obedecer é abraçar a visão, o trabalho e o método da pessoa que dirige como se fosse nossa de todo o coração. A única motivação é a ordem, o conselho e a visão do líder, isso tem a ver com atitude do coração.
Significados no Grego
- “upakoe” – Obediência
- “upakou” – Obedecer, escutar atentamente, responder quando tocam a porta, atender como um juiz uma causa, submeter-se, servir e consentir.
- “upo” – Estar sujeito (sujeitar-se ao que se escuta sem o direito de analisar as motivações da ordem: o “obedecer”, biblicamente é cego, a menos que contrarie como já dissemos a vontade e a palavra de Deus).
Desobedecer não é opção
Toda pessoa tem a responsabilidade divina de obedecer. Obediência é um princípio do céu. A obediência deveria sempre gerar bons resultados e a desobediência maus resultados.
O grande problema hoje é que se criou uma cultura paralela de que nem sempre desobedecer é mau. Por isso hoje há uma série de leis e radares, porque temos uma cultura crescente de desobediência.
O homem sempre vai estar sujeito a alguém ou algo, esse princípio é bíblico. Jesus disse quem não está comigo está contra mim. Ponto final, não existe meio termo ou uma alternativa minha para o caso.
A autoridade de Deus é boa, a autoridade de Satanás escraviza. Nossas raízes democráticas nos impedem de entender a teocracia de Deus, para Deus a obediência é algo incondicional e inegociável.
Me preocupa essa geração: Pais que não ensinam obediência e não corrigem a desobediência. (Rm2:7,8)
Abraão
Hb11:8 – A história de Abraão estabelece o padrão da obediência no Antigo e no Novo Testamento, Abraão Obedeceu sem nenhuma confirmação ou direção, ele simplesmente obedeceu e saiu, como Deus ordenou. Ele creu contra a esperança e isso lhe foi imputado para justiça.
Abraão exerceu uma obediência extrema (Gn22), ele chegou a disposição de oferecer seu filho Isaque, o filho da promessa como diz a Bíblia. Uma fé que gerou obediência incondicional a Deus, que o levou a ser o Pai de todos os que creem.
Devemos aprender com a Abraão a ouvir a ordem de Deus, sair e confiar, sempre há algo que Deus nos pede para deixar, pecados, relacionamentos errados, práticas erradas e o apego ao mundo.
Pedro e os Apóstolos
At5:29 – Nessa passagem os Apóstolos não estavam dizendo que devemos só obedecer a Deus e não aos homens, é importante considerar o contexto. Estavam sendo perseguidos e proibidos de pregar, então eles afirmam o princípio cristão de obedecer a vontade de Deus primeiro lugar, sobre as ordens humanas, quando estão em oposição ao Evangelho.
Quando a autoridade humana contraria o mandamento de Deus, devemos sempre escolher obedecer ao Senhor. Agora a Bíblia também nos manda obedecer às autoridades, que incluem nossos líderes espirituais, assim como nossos pais naturais.
Obediência às autoridades
Rm13:1-5 – Estudando alguns textos extras, pensei em duas passagens no Novo Testamento que falam sobre obediência de uma forma diferente.
Quando Jesus curou um leproso (Mc1:40), o mandou ir ao sacerdote para que esse confirmasse a sua cura, a lei determinava isso, o leproso deveria consultar o sacerdote para confirmar caso ele sentisse que estava curado, o propósito era para que ele fosse restaurado na sociedade e pudesse ter um certificado de confirmação que estava curado por causa da desconfiança das pessoas, mas Jesus, na minha concepção também ensina aquele homem a obedecer às autoridades.
Outra passagem interessante é quando o Apóstolo Paulo está sendo interrogado pelo Sinédrio (At23:1-5). Paulo lembra: “Não fale mal de uma autoridade do seu povo”.
O trono de Deus está estabelecido sobre autoridade. A autoridade de Deus representa o próprio Deus. Em todo o universo somente Deus é autoridade e nada é maior que a autoridade. Todas as outras autoridades são nomeadas por Deus e todas as outras autoridades são delegadas.
Se desejamos servir a Deus nunca podemos violar a questão da autoridade. Para nós a obediência é um princípio inegociável. Segundo a Bíblia a única opção em não obedecer é quando obedecer requer desobediência a Deus. Obedecer a Deus está acima de tudo.
Resultados da obediência
Resultados pessoais
- Enchimento do Espírito Santo – At1:4,5; 2:1-4; 5:32
- Libertação do pecado – Rm6:16-18
- Vitória sobre o inimigo – 2Co10:3-5
- Autoridade sobre desobediência e juízo – 2Co10:6
- Bom testemunho – Rm16:19
Sobre as gerações (afeta a semente)
- Quando se obedece a Deus a benção se estende a nossa semente – Gn22:18
- Os que são da fé, são filhos de Abraão – Gl3:6,7
Obstáculos à obediência
- Autossuficiência e orgulho (Pv3:5-7)
- Busca pela aprovação humana (Gl1:10)
- Falta de conhecimento Bíblico (Os4:6)
- Pressões do mundo/amizades (Rm12:2)
Passagens relacionadas: Dt28:1,2; Js1:7-9; 1Sm15:22; Sl119:60; Is1:19; Mt7:24,25; Jo14:15,21,23; At5:29; Rm6:16-18; Fl2:8; 1Pd1:14-16.
Maio – Paciência
Esperar e crer
“Portanto, irmãos, sejam pacientes até a vinda do Senhor. Vejam como o agricultor aguarda que a terra produza a preciosa colheita e como espera com paciência até virem as chuvas do outono e da primavera”. Tg5:7
Paciência na Bíblia é fruto do Espírito, é confiança permanente em Deus, confiança absoluta em suas promessas. Não ficar esperando algo de Deus, mas é trabalhar ainda mais arduamente, enfrentando toda provação com mansidão e amor diante das pessoas e das situações difíceis.
Jó
Jó1,2 – A Bíblia considera a história de Jó como um exemplo de paciência ou perseverança no meio do sofrimento. Não é uma paciência passiva; Jó lamenta, questiona e chora diante de Deus por causa da sua situação. Embora se sinta abandonado, não abandona a sua fé.
Em nenhum momento Jó negou a dor, e nunca se resignou no sentido de achar que era o destino. Ele embora proteste contra as injustiças procura manter sua integridade diante de Deus. Paciência, podemos dizer, é confiança resoluta na justiça de Deus, é confiança em sua soberania e na sua sabedoria.
Abraão e Sara
Rm4:18-21 – Abraão e sara são exemplos daqueles que esperam pela promessa, embora a Bíblia não esconda seus momentos de fraquezas por causa das circunstâncias adversas. A idade deles era um grande desafio. No processo, embora pacientes, se antecipam aos planos de Deus, tentando cumprir a promessa com esforço humano (Ismael). Mas nasce Isaque, o filho da promessa. Devemos confiar e esperar, aprender a esperar com confiança nas promessas de Deus.
José
Gn37-40 – A história de José nos ensina a paciência no meio das injustiças e diante das tentações da vida. José passa por rejeição, escravidão, calúnia, prisão e ainda assim mantém pacientemente sua integridade. Foi esquecido e abandonado, mas não recua, permanecendo confiante no Senhor, fielmente esperando, sem se amargurar.
Mais tarde ele diz aos irmãos: “Vocês intentaram o mal contra mim, Deus o tornou em bem”. (Gn50:20)
Jesus Cristo
Mt11:29 – Nosso Senhor é o maior exemplo de uma paciência profunda com pessoas sem fé, com aqueles que opunham a ele e sua mensagem, compassivo com pecadores e com os supostos doutores da lei. A paciência do Senhor não era passiva; em alguns momentos Ele manifesta ira por causa do pecado e principalmente pela negligência com a casa do Pai.
Pedro diz que o Senhor quando foi insultado não revidou, quando sofria não ameaçava, mas entregou-se, obediente e paciente nos propósitos eternos do Pai. Permaneceu firme, suportou todo tipo de afronta pela alegria de nos salvar.
A origem da paciência
- No caráter de Deus
- No amor de Deus
- No propósito de Deus
Paciência prática
No Novo Testamento “Makrothumia”, dá a ideia de longanimidade, exatamente como se traduz a palavra, na descrição das manifestações do fruto do Espírito. (Gl5:22,23).
É uma palavra presente na cultura: “pouca paciência”, “pavio curto”. Também se fala em magnanimidade, “grandeza de coração”.
“Makrothumia” nos revela o caráter do Espírito Santo em nossos relacionamentos com as pessoas.
Alguns aspectos da paciência
- Com pessoas – o espírito que nunca perde a paciência e nem a esperança com as pessoas. Sem paciência não há restauração.
- Base do perdão – atitude que nos leva a adiar a ira (Pv19:11).
- Base da humildade – atitude que não permite que façamos tudo conforme nosso padrão de medição.
- Base de toda comunhão – o longânimo apazigua conflitos, adia luta, separação e divisão (Pv15:18).
- Base da sabedoria – o paciente é grande em entendimento (Pv14:29).
Devemos pensar na paciência de Deus, ela é a esperança do pecador. Deus é misericordioso, longânimo, compassivo e tardio em irar-se. É na sua grande paciência que Deus nos adverte várias vezes antes de agir em juízo.
Na sua paciência, Deus está constantemente chamando os homens ao arrependimento, mas devemos alertar que a paciência de Deus não anula sua justiça e juízo, que virão se não houver arrependimento.
Deduzimos que a paciência é a marca da vida Cristã; o amor cristão deve ser longânimo, paciente e benigno. (Cl3:12). Em dias de tanta violência e falta de paciência, as marcas do cristianismo verdadeiro se manifestam em reações pacientes e amorosas diante de todo conflito.
Nesse contexto a paciência traz alegria, pois muda como respondemos às dificuldades e defeitos alheios, descansando na certeza de que Deus está trabalhando na vida de cada um.
A impaciência em nada ajuda; precipitações e más decisões são muitas vezes fruto dela.
Obstáculos à paciência
- Ansiedade
- Medo de perder o controle
- Orgulho
- Falta de comunicação
- Falta de sabedoria
- Falta em ouvir o Espírito Santo
Passagens relacionadas: Ex34:6; Sl27:14; Sl40:1-3; Pv14:29; Pv15:1; Pv16:32; Ec7:8,9; Lm3:25,26; Rm12:2; Gl5:22,23; Ef4:2; 1Ts5:14; Tg1:2-4; 1Pd2:23.
Junho – Perseverança
Não desistir
“Portanto, também nós, uma vez que estamos rodeados por tão grande nuvem de testemunhas, livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta”. Hb12:1
Aspectos teológicos
Nossa proposta é falar sobre os princípios práticos da fé cristã, não teológicos. Vale mencionar que nós temos a perseverança como uma doutrina da preservação dos crentes.
Nesse sentido há duas posições teológicas divergentes:
- Posição reformada (Calvinista) – Deus preserva os crentes em Cristo para sempre. Sendo assim eles não podem se afastar totalmente de Cristo e perder a salvação.
- Posição Arminiana – a graça é condicional. O crente é protegido pelo poder divino, mas pode resistir a essa graça, apostatar e perder a salvação.
Tem bastante gente com dúvidas a respeito disso na igreja, porque alguns vieram de igrejas reformadas, outros de igreja pentecostal. Por isso é complicado tomar uma posição no púlpito, mas pode-se sugerir algum estudo bíblico para falar sobre esse tema.
Perseverar na fé
Nós vamos tratar da perseverança como uma virtude da fé, permanecer firme em Deus no meio das provações, esperar em obediência e santidade o cumprimento das promessas e a volta do nosso Senhor. Vamos estudar perseverança como uma vida de plena confiança na graça de Deus.
- Hebraico – “qavah” (esperar com paciência) Is40:31
- Grego – “hypomone” (perseverança no meio da provação) Rm5:3,4
Abraão
Hb6:15 – Abraão é um dos maiores exemplos bíblicos de perseverança na fé, ele se manteve firme nas promessas de Deus, apesar de várias situações adversas que enfrentou. Sua história mostra que perseverar é confiar no caráter de Deus acima do que vemos.
Aprendemos com Abraão que a perseverança vence o tempo, esperar não é fácil, ainda mais nos dias de hoje que as pessoas querem tudo rápido. Abraão esperou décadas pelo cumprimento da promessa.
A perseverança vence nossa própria vontade, para fazer a vontade de Deus, custe o que custar. Abraão creu o suficiente na fidelidade de Deus, se ele prometeu ele vai fazer. (Rm4:19-21).
A perseverança nos mantém no caminho, Abraão continuou sem vacilar, em cada passo ele reafirmava a sua fé, levantava altares e invocava o nome do Senhor, eram práticas que avivavam a sua fé.
José, Moisés, Davi e os profetas, são exemplos de perseverança em meio as injustiças, as perseguições e das rejeições.
Igreja primitiva
At2:42-47 – A igreja do primeiro século é um exemplo de perseverança, permaneceu fiel a Jesus, à Palavra e a missão deixada por ele, apesar das perseguições e das necessidades. Essa perseverança os unia em comunidade, uns ajudando os outros e isso se tornou um grande testemunho de fé. Diante das ameaças a igreja se unia em oração e se alegravam por serem dignos de sofrer pelo nome do Senhor. É no meio desse sofrimento que a igreja perseverava em sua intercessão e avançava. Não deixaram de testemunhar, mesmo diante das ameaças.
Nós vamos viver com certeza esse tempo, vão tentar nos calar, mas precisamos nos preparar para perseverarmos na fé e na missão do Senhor para nós.
Não há dúvidas que há uma grande tribulação a nossa frente, essa é uma verdade que muitos não querem enfrentar, nem ouvir sequer. A igreja não vai escapar tão fácil como alguns pensam e querem. Não chegaremos, não alcançaremos o reino sem nenhuma tribulação.
Em uma época em que a espiritualidade se tornou frouxa e preguiçosa, nós diremos que nem mesmo no Reino de Deus se conquista algo sem esforço. Perseverar exige esforço e esforço constante. Essa ideia de que seguir a Cristo não exige esforço e disciplina, não condiz com a verdade Bíblica.
Mantendo o foco
Hb12:2; Hb10:36 – Essas passagens contém duas palavras no grego muito profundas, “apoblepein” e “aphoram”, respectivamente essas palavras dão a ideia de olhar firmemente, olhar perseverante, a ideia é que devemos retirar os olhos de quaisquer outras coisas ou pessoas e olhar fixamente para Cristo, como um alvo. O que nos impede de alcançar o propósito de Deus quase sempre são as distrações que aparecem em nosso caminho.
Fl3:13,14 – Não é quem começa ou quem conquista, nem aquele que começa bem, mas aquele que chega ao fim, que persevera. Ele diz: esquecendo das coisas que ficam para trás, ficar guardando o que passou, infelizmente vi muitas pessoas assim, vão guardando as experiencias ruins, problemas, que não são grandes, mas um dia transbordam e começam a tomar decisões, olhando para trás, deixam de olhar para adiante, perdem a visão, perdem o foco e perdem o tempo, o “time”.
O povo de Israel perdeu o time, tanto que Deus disse, essa geração não vai entrar na terra, não vai possuir a promessa, porque o tempo passou, agora não podem nem retornar, nem avançar, vão morrer no deserto. Cuidado! as vezes é tarde para voltar atrás e não tem nada a frente. Tem gente que deixa o caminho e não tem nada adiante deles, para onde você vai? não sei ainda, alguns estão nisso já há bastante tempo.
O corredor prossegue para o alvo, ele não pode olhar para trás, se olha para trás perde a oportunidade de avançar. Eu alcanço aquilo que vejo, o corredor fixa seus olhos no alvo e vai em frente, todo o seu corpo responde aquela visão, a determinação de chegar.
Devemos trabalhar com a igreja criando momentos práticos de perseverança. Através da oração, da comunhão, da intercessão, encontros que fortalecem a igreja na sua perseverança. Perseverar na evangelização, pequenos grupos e atendimento as necessidades da comunidade ao nosso redor.
Obstáculos a perseverança
- Desânimo espiritual e incredulidade
- Provações e perseguições
- Deixar o primeiro amor
- Coração dividido
- Pecado não confessado
- Inveja
- Falta de visão
Devemos como Igreja ativar o ânimo e a perseverança do povo, levar o povo a crer que o Senhor responde nossa oração pedindo forças para prosseguir sem desanimar.
Passagens relacionadas: Sl27:14; Sl40:1-3; Is40:28-31; Hc2:3,4; Jó; Mt24:13; Lc8:15; Lc18:1-8; Rm5:3-5; Rm8:2:3,4; 1Co9:24-27; Gl6:9; 2Ts1:4; Hb3:12,13; Hb10:36; Hb12:1-3; Tg1:2-4; 1Pd1:6,7; Ap2-3.
Julho – Serviço
Chamados para servir
“Cada um exerça o dom que recebeu para servir aos outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas”. 1Pd4:10
Servir não é um princípio muito popular hoje, o mundo não compreende essa atitude, nem muito menos ser um servo. Mas no Reino de Deus há uma grandeza no serviço ao Senhor. Não vamos fazer um estudo sobre liderança. Podemos também fazer estudos com líderes sobre liderança. Mas devemos ensinar o povo a servir ao Senhor, com amor e responsabilidade. Jesus personificou liderança como serviço, para ele lideramos servindo.
O serviço cristão é a marca distintiva do cristão maduro, cheio do Espírito Santo e do discipulado.
Termos no original
- Diakonia – Serviço, ministério
- Diakoneo – Servir, ministrar
- Diakonos – Servo, diácono
Nós temos nossa visão de serviço, na Escola Ministerial, começamos com “Fundamentação”, entramos na “Consolidação” e depois, “Liderança”. Nosso primeiro material sobre liderança é “Chamados para servir”.
Jesus nosso maior exemplo
No cristianismo, servir não é uma escolha, não é uma opção, Jesus serviu com humildade, compaixão, amor e sacrifício e nos chama para sermos seus seguidores e fazer a mesma coisa. (Mc10:45)
Jo13:1-17 – Jesus lava os pés dos seus discípulos, ele assume o lugar do menor servo, aquele que na casa lavava os pés de quem chegava da rua. Ele deixa o exemplo e ordena: “como eu fiz, façam vocês também”. Sempre nos chama a servir como ele serviu.
Ele nos manda pegar a toalha
Os que servem, pegam a toalha para servir a outros. Jesus deixou seu lugar na refeição da Páscoa para deixar um exemplo para os seus discípulos e para todos nós. Foi com a toalha e a bacia com água que ele exemplificou a sua missão e nos ordena fazer a mesma coisa. Não é literal, sair por ai com uma bacia ou uma toalha, mas é a atitude no coração com a qual vamos servir ao Senhor e principalmente aos outros, sem esperar recompensa ou reconhecimento.
Princípios do serviço cristão
Js24:15 – Escolham hoje a quem vocês querem servir, parece que esse texto nos quer ensinar que nós sempre vamos servir a algo ou alguém. Jesus disse que não se pode servir a dois senhores, mas sempre vamos servir a um senhor. Josué diz, se vocês escolheram servir ao Senhor então sirvam, todos devemos servir, em algum momento vamos chegar a conclusão que devemos servir.
Se você escolheu seguir a Jesus, os que o escolheram como seu Senhor, devem servi-lo. “Pois muitos são chamados, mas poucos são escolhidos”. (Mt22:14) Os chamados são os salvos, mas os escolhidos são servos, muitos são chamados, mas são poucos os que respondem essa condição de servir.
Servir transforma vidas
Mt10:42 – Vocês não sabem como teu serviço ao Senhor pode transformar a vida de alguém, Jesus fala sobre isso.
Quando você atende, hospeda alguém, quando você dá um copo de água fria, isso não tem a ver com o valor do que se dá, mas com o coração que se atende, que se ajuda. Não perderá; com certeza terá recompensa.
Graças ao Senhor pelos que servem na igreja, trabalham com as crianças, com a evangelização, estão cansados, mas trabalham na recepção, na acolhida, dão aulas, trabalham, mas estão fazendo o que o Senhor lhes escolheu para fazer, servir a outros. Vocês estão fazendo parte do plano de Deus para abençoar a outros. Às vezes não parece ser algo grande ou importante, mas é um serviço que abençoa alguém.
Servir tem retribuição
Mt7:12 – Os filhos do Reino vivem a cultura do Reino, a natureza do Reino é a natureza de Deus. A lei e os profetas, a palavra de Deus, mostram que o que você faz aos outros tem retribuição, bem ou mal.
Quase todos ou todos os mandamentos têm a ver com o próximo:
- Não matarás
- Não adulterarás
- Não furtarás
- Não darás falso testemunho contra o seu próximo
- Não cobiçarás a casa do teu próximo
- Não cobiçarás a mulher do teu próximo
- Não cobiçarás os servos, os bois ou jumento do teu próximo
Tem a ver com o que podemos fazer aos outros. Jesus veio trazer uma contracultura, contra o “eu fico na minha”.
“Pois nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos”. (Mc10:45)
O filho do homem, não Deus, Deus não vai servir ninguém, ele não é servo de ninguém ele é criador. Mas Jesus veio como homem para servir e nos ensinar a servir. Como parte desse serviço ele dá a sua vida; nós também entregamos a nossa.
Servir exige sacrifício
Jesus deu a sua vida, outros vão dar o seu tempo, seus recursos, suas ferramentas, suas habilidades.